Glauber em Transe

A dispersão nas teorias de Glauber Rocha sobre o audiovisual: arqueologia e desconstrução

Sessão comentada de “Limite”

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Ontem, tive contato com a obra de um visionário. Sim, um visionário.

Antes do filme ser rodado, uma conversa com dois profissionais das Letras apaixonados por cinema, Michael Korfmann e Alice Spitz. O primeiro é professor de alemão da UFRGS e tem diversos textos acadêmicos sobre o filme, tanto no Brasil como na Alemanha. Soube por ele do relançamento do mesmo em ‘versão definitiva’. “Limite” possui diferentes versões de cortes e até de trilha, segundo o professor. E essa versão seria lançada no ano que vem.

Alice Spitz é cineasta e também ligada às Letras, de poucas palavras – mas de muita leitura -, a carioca, conterrânea de Mario Peixoto, apresentou um texto de sua autoria sobre o quão inovadora naqueles recursos de linguagem e estética era a obra para aquela época, para aquele Brasil, para tornar influente para o que viria depois. O país pouco possuia audiovisualidades e teve no sonho de um jovem o resultado de um dos maiores filmes. Mario Peixoto era escritor e, segundo Alice, afirmava ser escritor, não cineasta.

Deslumbrado com a promessa de um grande filme, tive meu primeiro contato com uma obra de Mario Peixoto. E, depois dessa experiência, dizer que se trata de um visionário não é um exagero, embora ainda esteja em estado de transe.

(Solano Lucena)

Written by glauberemtranse

Junho 12, 2008 às 9:50 pm

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